No. 26 | 13.08.2021

Visitante na Exposição Econômica e Comercial China-África, em Changsha, tira selfie com membro da equipe de Uganda, 28.06.2019 [ Xinhua]

Caro/a leitor/a,

Nas próximas duas semanas, o Notícias da China: Boletim África organizará uma retrospectiva, cobrindo algumas das principais notícias que publicamos ao longo dos últimos meses.

Olhando para as últimas manchetes, fica claro que ainda há muito a descobrir e entender sobre as múltiplas relações existentes entre a África e a China, e suas realidades dinâmicas. Frequentemente, a cobertura da mídia fornece um escopo limitado ou parcial. Muitas vezes, são oferecidas distorções no lugar de realidades e relações complexas.

As histórias a seguir dão passos humildes para a compreensão dessas relações, que interessam a todos nós.

Se você tiver quaisquer comentários ou perguntas, por favor escreva para [email protected].

Coletivo Editorial Dongsheng

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Geopolítica

Entre 2009 e2018, líderes africanos visitaram a China 222 vezes, fortalecendo laços diplomáticos e aumentando poder de barganha do continente

Do edifício do Parlamento do Zimbábue (R$ 733,4 milhões) à sede da União Africana (R$ 1 bilhão), governos africanos garantem financiamento para instalações governamentais e relações comerciais mais vantajosas com a China, que lidera em visitas diplomáticas à África, com 82 viagens a 40 países (2009-18)

Nas últimas duas décadas, China desbanca EUA como principal parceiro comercial africano e maior fonte de investimentos (R$ 552,5 bilhões, 2013-2019)

Participação dos EUA no comércio exterior da África despencou de 15,5% para 5,6%, enquanto participação chinesa saltou de 4% para 25,6% do total em 20 anos; governo Biden promete retomar investimentos no continente, mas sem apresentar planos

Economia

Entre 2000 e 2019, investimento chinês direto na África (R$ 272,5 bilhões) aumentou dez vezes e contribuiu para mais de 20% do crescimento do PIB

Diante de aumento do consumo doméstico e envelhecimento populacional, China aposta no potencial de crescimento da população africana (2,5 bilhões até 2050) e de sua classe média (350 milhões), mas obstáculos econômicos intracontinentais ainda são desafios

Agricultura e Meio Ambiente

“Pai do arroz híbrido”, Yuan Longping (1930-2021) é homenageado por contribuições contra a fome no mundo, incluindo 16 programas na África

Em Madagascar (2006-2019), tecnologia e métodos inovadores triplicaram velocidade de transplante de sementes (para 0,3 hectare/dia) e produtividade (para 7,5 toneladas/hectare); China treinou mais de 14 mil técnicos em 80 países em desenvolvimento

Ciência e Tecnologia

Transsion lidera o crescente mercado de celulares da África (+14% interanual), com aparelhos baratos (R$ 180-500) e recursos adaptados aos consumidores africanos

Sediada em Shenzhen, fabricante das marcas Tecno, Infinix e Itel lidera o mercado africano de smartphones (44,3%), superando Samsung (22,9%), com celulares de quatro chips e teclados em idiomas locais (amárico, suaíli, hauçá)

Saúde

Farmacêuticas chinesas fornecerão 550 milhões de doses de vacinas para COVAX até metade de 2022, enquanto mais países africanos (Egito e Marrocos) iniciam produção

110 milhões de doses da Sinopharm e Sinovac serão disponibilizadas imediatamente; cinco países africanos produzem vacinas, mas capacidade corresponde a somente 1% demanda do continente, no qual apenas 2% da população foi inteiramente vacinada

Cultura e Vida do Povo

Séries chinesas atraem dez milhões de assinantes em 30 países da África, devido a valores similares e expansão de serviços de streaming

Com 300 locutores africanos, gigante da mídia StarTimes já dublou mais de 20 mil episódios de séries chinesas em 11 idiomas locais, como suaíli e iorubá, desde 2011; muitos espectadores africanos preferem temas e estilos chineses, ausentes nas produções ocidentais

Momentos na história

Com a morte do líder da independência zambiana Kenneth Kaunda (1924-2021), construção da ferrovia Tanzânia-Zâmbia, financiada pela China, é lembrada como exemplo de internacionalismo

Com empréstimo sem juros (R$ 2,47 bilhões), 56 mil chineses (1970-1976) somaram-se aos trabalhadores africanos para construir 320 pontes, 22 túneis e 93 estações, em 1.860 km de ferrovias, reduzindo dependência em relação aos estados coloniais vizinhos; mais de 60 chineses morreram